Animando
com Sabedoria e Orientando
pela Alegria - O Trabalho do Animador
de Festa
Atualmente
podemos contar com um serviço inovador, repleto
de vivacidade e entusiasmo para enriquecer os momentos
de comemoração mais importantes da criança:
o trabalho do animador de festa.
Sua ausência faz falta, pois o animador já
se transformou em um personagem com presença confirmada,
caso você deseje uma festa animada junto a garotada
dos 2 aos 80 anos!
Passou-se o tempo em que os saquinhos surpresa eram o
forte de qualquer festa... e pôr que?
Nós, as crianças de ontem, já “não
brincamos com” as crianças de hoje... A brincadeira
de amarelinha, soltar pipa, bolinha de gude, pique pega,
roda, pular corda, pular elástico, que gradativamente
estão sendo substituídas nos centro urbanos
pelo teatrinho do shopping center no fim da tarde de domingo...
Atualmente a necessidade econômica exige das famílias
que a maioria
de seus membros estejam no mercado de trabalho cada vez
mais cedo, gerando recursos para todos. O tempo passado
na busca do sustento afasta cada vez mais pais de filhos,
netos de avós, tios de sobrinhos... o ato de “brincar
com o outro” torna-se mais distante, e assim, desaprendemos
aos poucos sobre “o ato social de brincar em família”.
A sociedade evolui em seu modo de agir educacional; somos
educados sobre o “modo” de comer, sobre o
“modo” de andar, falar, estudar, e porque
não dizermos, brincar?
A brincadeira infantil sadia, estimulada pela simples
satisfação de estar com o outro, além
dos momentos recreativos propostos no espaço da
escola, ultimamente, em muitos momentos entre o grupo
familiar,
limita-se as festas de aniversário comandadas pelo
animador.
A brincadeira como atividade social orienta a criança,
o adolescente
e o adulto através do lúdico (da brincadeira)
sobre “como e quando” agir individualmente
e em grupo.
Nas brincadeiras são desenvolvidas noções
sociais de conduta que estimulam o benéfico convívio
com o outro, disciplina, limite, cooperação,
auto-estima, superação de limitações
e descobertas infinitas no sentido sensório-motor
(ou melhor, infinitas descobertas sobre o corpo, seus
sentidos e seu movimento).
A brincadeira estimula a saúde emocional do indivíduo,
pois, a criança
que brinca sadiamente será um adolescente mais
ágil, atento e com
maior capacidade de concentração e um adulto
mais criativo,
com noções de limite pessoal e respeito
ao próximo, tornando-se
um profissional cooperativo e competitivo.
O trabalho do animador de festa ganha, cada vez, maior
social
importância ao apresentar esta identidade educativa,
orientando para
a vida através da alegria no ato de “animar”.
Exemplo: “ Ao tocar o apito todos devem atravessar
o caminho, um de cada vez, sem empurrar o amigo. Conquista
o brinde a equipe que
não sair do caminho, mantendo o equilíbrio
sobre a linha!” .
Observe
como numa análise superficial, de uma simples proposta
de atividade, encontramos diversos estímulos com
o objetivo de desenvolver globalmente a criança
participante :
•
“ao tocar o apito” – comando que aguça
a atenção;
• “ todos devem atravessar o caminho”
– objetivo que desenvolve noções
de disciplina, direção corporal e compreensão
sobre a tarefa a ser realizada;
• “um de cada vez sem empurrar o amigo”
- noções elementares de matemática
(numérica cardinal e de ordenação),
convivência, solidariedade, tolerância e cooperação;
• “conquista o brinde a equipe que não
sair do caminho, mantendo o equilíbrio sobre a
linha” – desenvolve autoconfiança,
importância do trabalho em grupo, respeito a velocidade
de seu movimento e do movimento do outro, atenção,
equilíbrio corporal amplo e lateralidade.
Enfim, atualmente o animador de festa é mais que
um profissional que alegra durante o horário contratado.
Tornou-se uma referência ao auxiliar
a família ao propor-se a “ensinar a brincar”
ao resgatar o lúdico
(a brincadeira).
O animador apresenta-se como o “moderno palhaço”
seja na teatral atividade de se transformar em vários
personagens a cada fantasia incorporada, com a habilidade
de fazer rir, ou pela agilidade corporal das múltiplas
brincadeiras apresentadas. Durante um breve momento o
animador estimula o encontro com o outro, auxiliando a
definir potencialidades pessoais pela rica oportunidade
de brincar.
Consciente da importância de seu trabalho um animador
deve cuidadosamente preparar e organizar a proposta lúdica
(conjunto de brincadeiras) que irá desenvolver,
aperfeiçoando-se a cada festa, pesquisando e incluindo
atividades de recreação que resgatem as
brincadeiras folclóricas, ou as “brincadeiras
de antigamente” presentes
na memória familiar da infância dos pais
e avós das crianças de hoje, dando um toque
especial ao ofício da animação, pela
mágica atividade social de ensinar uma criança
a brincar.
Autora:
Angélica Cavalcanti Hatherly
(Pedagoga,
especialista em Psicomotricidade e Psicopedagogia
– Diretora Pedagógica da Creche Escola Estação
Plim-Plim).